Ela aprendeu a trocar fraldas e aspirar secreções antes de aprender a andar de bicicleta. Agora é ela quem precisa de cuidado.
Ariela tem 14 anos. Na idade em que a maioria dos adolescentes pensa na próxima série para assistir, ela já sabe o que é aspirar secreções, controlar horário de medicação e trocar fraldas adultas.
Desde pequena, ela cresceu ao lado do irmão mais velho, Cauã, de 22 anos, que nasceu com microcefalia e paralisia cerebral. Cauã usa oxigênio, sonda para se alimentar e depende da família para absolutamente tudo. A Ariela sempre foi parte desse cuidado.
Além do Cauã, Ariela ainda ajuda a cuidar da avó, que ficou acamada depois de vários derrames cerebrais e hoje convive com Alzheimer. A mãe, Joana, cuida dos dois há anos, em exaustão constante. Em algum ponto dessa história, a adolescente foi crescendo assumindo o que nenhuma criança deveria precisar assumir.
O corpo cobrou. Recentemente, o diagnóstico chegou: escoliose severa, com dois desvios na coluna — um de 56 graus e outro de 58 graus. Para ter uma ideia, uma curva acima de 40 graus já indica cirurgia. A Ariela tem esse número em cada lado da coluna.
A dor é diária. Não passa com medicamentos comuns. O ortopedista foi direto com a Joana: "Se não operar logo, o risco de paralisia é real." A Ariela foi proibida de carregar qualquer peso — nem mesmo a mochila da escola ela pode levar.
A cirurgia custa cerca de R$ 150 mil. Pelo sistema público, a espera pode levar anos — anos que a Ariela não tem. Cada mês sem operar é mais um mês em que as curvas podem avançar e os danos podem se tornar irreversíveis.
A família vive em uma casa num beco onde ambulâncias não conseguem entrar. Para o Cauã, que depende de atendimento rápido em emergências, isso já é um risco diário. Com a Ariela também precisando de cuidado urgente, a situação ficou ainda mais delicada.
Mas o que corta o coração não é nem a dor, nem o risco. É quando a Ariela fala do irmão mais novo, Alcides.
Com 14 anos, depois de tudo que viveu, ela diz: "Quero que ele tenha a infância que eu não tive."
Uma adolescente que nunca teve uma infância normal deseja dá-la para outra pessoa.
Com a cirurgia, Ariela pode crescer sem dor. Pode carregar a mochila para a escola. Pode viver a adolescência que ficou em segundo plano por tanto tempo. E pode continuar sendo quem ela sempre foi para a família — mas dessa vez, com a saúde que ela merece ter.
Uma doação de qualquer valor — R$ 20, R$ 50, R$ 100 — somada à de centenas de pessoas é o que vai levar a Ariela à cirurgia. E se hoje não for possível, compartilhe. A história certa, chegando à pessoa certa, pode ser o que falta.
A Ariela passou a vida cuidando de todo mundo. Agora chegou a vez de cuidar dela.
Sua doação vai diretamente para o custeio da cirurgia e recuperação da Ariela,
acompanhada de prestação de contas transparente e atualizada mensalmente.